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O Piano e suas Perspectivas

Projeto de Extensão sob coordenação da Profª Andréa Luísa Teixeira

O Projeto "O Piano e suas Perspectivas" é uma realização da Escola de Música e Artes Cênicas e da Reitoria Digital da Universidade Federal de Goiás, cujo objetivo principal é falar sobre música, sociedade e seu importante papel para a formação do ser humano. Todas as sextas-feiras, às 17h pelo canal do YouTube da UFG_oficial, um convidado especial do Brasil e do mundo para falar não apenas para a comunidade acadêmica, mas para toda a sociedade. O projeto tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal, Centro de Estudos em Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, Centro de Estudos Brasileiros-UFG e Rádio Universitária.

O Projeto, que teve início em Junho de 2020, já está na 34ª Edição com convidados dos EUA, Colômbia, Argentina, Cuba, Brasil, México, Portugal e acessos ao programa de 12 países.

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Confira abaixo a Galeria de Informações dos já entrevistados:

 

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Uma das mais importantes compositoras brasileiras, Marisa Rezende nasceu no Rio de Janeiro em 1944, tendo sido professora titular de composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro até 2002, onde fundou o Grupo Música Nova, especializado no repertório brasileiro contemporâneo. Concluiu o Mestrado em Piano e o Doutorado em Composição pela Universidade da Califórnia. Recebeu em 2016 a Medalha Villa-Lobos, da Academia Brasileira  de Música, pelo conjunto de sua obra, e em 2018 foi compositora homenageada do V Festival de Música Contemporânea Brasileira de Campinas. Foi também uma das fundadoras da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música.

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Natural do Recife, iniciou seus estudos musicais aos cinco anos de idade, sob a orientação de Hilda e Nysia Nobre, realizando aos dez anos o seu primeiro recital de piano. Aos dezessete anos, como aluna de Waldemar de Almeida, representou o Brasil no V Concurso Internacional Frederico Chopin realizado em Varsóvia, Polônia. Detentora do 1º prêmio no Concurso Magda Tagliaferro (Rio de Janeiro/1957), partiu para Paris com bolsa de estudos de um ano. Em seguida fez curso de especialização chopiniana na Polônia com a professora Marguerita Trombini-Kazuro. Em Viena foi aluna de Bruno Seidlhofer e freqüentou os Festivais de Salzburg em 1957, 1958 e 1967. Professora fundadora do Curso de Música da Universidade Federal de Pernambuco, dedicou- se ao ensino de piano entre 1960 e 1986. Também professora do Conservatório Pernambucano de Música, onde ocupou o cargo de Presidente de 1987 a 1991 e de 1995 a 1999. Na tentativa de ampliar as perspectivas profissionais do artista nordestino, fundou em 1983 o Movimento Arte e Cultura do Nordeste que visava a uma maior integração entre os diversos campos de atividade. Entre 1983 e 1986, tal movimento realizou intensa temporada congregando artistas de várias áreas, incentivando, sobretudo, a descoberta de jovens valores. Idealizou e coordenou no Recife os Festivais Schumann/Chopin (2010), Liszt/Mendelsohn (2011) e Debussy/Albeniz (2012), sob o patrocínio do Governo do Estado. Atualmente coordena a programação “Música na Academia”, mantido desde 2014 pela Academia Pernambucana de Letras. Como concertista exerce intensa atividade. É licenciada em Música pela École Normale de Musique de Paris e em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Voltou à Europa em 1967-1968 para novos cursos de aperfeiçoamento e pedagogia pianística. Como bolsista do governo francês realizou, na qualidade de Presidente do Conservatório Pernambucano de Música, estágio de observação nos Conservatórios Erik Satie e Gabriel Fauré de Paris entre abril e junho/1997. Gravou cinco CDs: “Simplesmente Capiba”, com obras para piano do compositor, Capiba, Valsas Choros; “O Charme da Valsa e do Maxixe”, com obras do paulista Aurélio Gregori; “Tritonis” e “O Piano em Pernambuco”, com músicas de autores pernambucanos dos fins do séc.XIX e inícios do séc. XX . Em 2002 lançou o livro “Caminhos de uma Pianista” onde relata o seu trajeto musical.

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A Mississippi State University é a nova parceira do projeto de extensão da EMAC e Reitoria Digital da UFG a partir de abril.

 

O Projeto de extensão da EMAC-UFG O Piano e suas Perspectivas, realizado pela EMAC e Reitoria Digital da UFG é coordenado pela pianista da EMAC-UFG, Andréa Luísa Teixeira, além da equipe: Pablo Lisboa, Maria Caroline Porto, Sérgio de Paiva e Wesley de Menezes. Tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal, Centro de Estudos em Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, Centro de Estudos Brasileiros , Rádio Universitária e O projeto iniciou-se em junho de 2020, e conta agora com o apoio da Rádio Brasil Central Rádio Brasil Central e a realização também será feita pela Mississippi State University através da pianista e artista Steinway, Rosângela Yazbec Sebba, coordenadora da área de piano do Departamento de Música e a Escola Comunitária de Música da MSU.  

 

A primeira entrevista da Dra. Sebba será com os pianistas David Dubal e Stanley Waldoff

 

David Dubal tem dado recitais de piano e masterclasses em todo o mundo, e foi jurado de competições internacionais de piano (incluindo o Van Cliburn International Piano Competition). Ele gravou vários CDs em conjunto com o pianista Stanley Waldoff para a gravadora Musical Heritage Society, e três discos foram remasterizados e lançados em CD pela gravadora Arkiv. Em 2013, Dubal participou do filme Holandês Nostalgia: a Música de Wim Statius Müller, comentando sobre as músicas do compositor, o qual foi seu professor em Ohio. Dubal lecionou na Juilliard School de 1983 a 2018, e na Manhattan School of Music de 1994 a 2015. 

Dubal escreveu vários livros, incluindo a Arte do Piano, Noites com Horowitz, Conversas com Menuhin, Reflexões do Teclado, Conversas com João Carlos Martins, Lembrando Horowitz e O Essencial Cânone da Música Clássica (um guia enciclopédico dos compositores proeminentes). Ele também escreveu e apresentou o documentário A Era Dourada do Piano, premiado com um Emmy e produzido por Peter Rosen. 

 

Dubal dá palestras semanais, Noites com Piano, na Good Shepherd-Faith Presbyterian Church, em Nova Iorque. Ele deu inúmeras palestras no Metropolitan Museum of Art sobre os grandes pianistas, mudanças sociais, história da música e tradição do piano. Suas palestras estão disponíveis em seu site: https://www.pianoevenings.com/david-dubal. Dubal é o anfitrião das palestras Sobre o Piano, um programa de performances comparativas de piano na WWFM e o anfitrião de Reflexões do Teclado, uma exploração semanal de gravações de piano, produzido na WQXR-FM. No final da década de 1990, ele apresentou uma série de programas de rádio intitulado The American Century, com foco em obras musicais de compositores Americanos do século XX, agora disponíveis no YouTube.

Entre 1971-1994, Dubal serviu como diretor musical da rádio Nova Iorquina WNCN-FM lançando o programa Por Amor à Música. Entre 1975 e 1976, ele apresentou um programa semanal de performances comparativas intitulado Uma Oferta Musical, com foco na música de Bach, Beethoven, Brahms, Chopin e Liszt, os quais estão disponíveis no YouTube. Em 1980, sua série de entrevistas com Vladimir Horowitz, Conversas com Horowitz, recebeu o prêmio Peabody Award. No início da década de 1980, Dubal entrevistou Claudio Arrau para uma série intitulada Conversas com Arrau, uma série de entrevistas sobre a vida e carreira do pianista. Em 1985, ele entrevistou Yehudi Menuhin nos estúdios WNCN-FM, cujo arquivo foi usado no livro Conversas com Menuhin. Dubal foi diretor artístico da rádio WNCN-FM apresentando o programa Por Amor à Música, entrevistas com pianistas famosos como Murray Perahia, Mitsuko Uchida, e Alexis Weissenberg, e compositors como John Corigliano, Phillip Ramey, William Mayer, e Laurent Petitgirard, e outros incluindo Quentin Crisp, Shlomo Mintz, e Wanda Wiłkomirska. Várias entrevistas foram arquivadas no YouTube.


Dubal foi homenageado pelo compositor Virgil Thomson com um retrato musical intitulado
David Dubal: In Flight, gravada pela pianista Jacquelyn Helin cuja versão orquestrada por Thomson foi também gravada. Em 1986, Dubal foi reconhecido por seu trabalho na WNCN-FM com um prêmio ASCAP Deems Taylor Award, e em 2006, ele foi premiado com o diploma honorário de Doutor em Música da Universidade Estadual de Nova Iorque.

 

Stanley Waldoff começou seus estudos de piano aos seis anos de idade. Dois anos depois, fez sua estréia profissional tocando um concerto com uma orquestra. Aos treze anos, ele ganhou o cobiçado prêmio Stillman-Kelley, que o ajudou a lançar sua carreira pianística com vários concertos. Isto foi seguido imediatamente por três aparições com a Sinfônica de Nova Orleans, que foram transmitidas na Rádio Nacional. Quatro anos depois, após estudos com Istvan Nadas, Dr. Waldoff entrou na Juilliard School com uma bolsa integral, mais tarde sendo aluno do pianista Martin Canin. Após receber seu bacharelado e mestrado pela Juilliard, Waldoff estudou seu doutorado na Columbia University, graduando em 1970. Posteriormente, foi pianista-residente e Diretor Associado da Escola de Rhode Island em Providence. Os três CDs gravados com David Dubal foram originalmente gravados para a Musical Heritage Society e mais tarde remasterizados e lançados pela gravadora Archiv. Ele se aposentou como Professor Emérito da University of Southern Mississippi, onde lecionou por trinta e quatro anos. Stanley Waldoff é um artista Steinway.

 

Dra. Sebba é professora pela Mississippi State University – Department of Music. Ela também tem grande reconhecimento nos Estados Unidos e seus alunos receberam inúmeras premiações. Procurada para workshops e jurada de concursos, ela apresenta regularmente masterclasses, recitais e recitais-palestras sobre repertório e pedagogia do piano nos Estados Unidos, America do Sul, Asia e Europa. Ela está em processo de organização do primeiro Programa de Música de Câmera na Europa para seu departamento, previsto para começar no verão de 2022.


Seu álbum Eight Sonatinas and the Sonata for Piano Solo by M. Camargo Guarnieri foi lançado em 2010 como a primeira e única gravação de todas as obras em CD por uma pianista. O álbum foi destaque nos programas de rádio do David Dubal - The Piano Matters na WWFM, Reflexão do Teclado na WQXR-FM, e foi convidada para participar da palestra no Instituto Cervantes do mesmo. Devido à sua dedicação em divulgar a música contemporânea, em 2017 Dr. Sebba lançou um CD de música de câmara pela Centaur Label com seu trio Millennia Musicae. Atualmente é uma das revisoras da Music Teachers National Association onde publicou críticas musicais sobre livros, CDs e métodos didáticos. Seus arranjos da música brasileira para diferentes instrumentos estão sendo publicados por várias editoras americanas.

Ela se apresentou em conferências nacionais e internacionais como a College Music Society, International Villa-Lobos Conference, London International Piano Symposium, LIII Música em Compostela, International Double Reed Society e National Association of College Wind and Percussion Instructors.

Dr. Sebba é membro ativa de organizações locais e estaduais de professores de música, atualmente servindo como Secretária do Fórum de Música do Triângulo Dourado, Presidente de Avaliações Distrital e Vice-Presidente de Avaliações para a Associação de Professores de Música do Mississippi. É membro de diversas associações nacionais e internacionais como, Associação Nacional de Professores de Música, Sociedade Universitária de Música, CARAVELAS - Núcleo de Estudos da História da Música Luso-Brasileira, Federação Nacional de Clubes de Música, Associação Mundial de Professores de Piano e Associação Nacional de Instrutores de Sopro e Percussão. Ela está atualmente na lista de Artistas da Comissão de Artes do Mississipi e em 2013 recebeu o título de artista Steinway

 A estreia da parceria será no domingo, dia 18 de abril, às 15h do Mississippi, 16h de Nova Iorque, 17h do Brasil e 20h de Portugal. Depois disso o programa continua com seu horário habitual, todas as sextas, às 17h. 

 

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Paula Galama é Doutora em Música com ênfase em performance pela University of Kentucky, EUA. Em sua carreira solo e de câmera, tem se apresentado em vários estados do Brasil, Estados Unidos, China e República Tcheca, e participado como solista de várias orquestras incluindo a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, Orquestra da Faculdade de Música do Espírito Santo, Banda Sinfônica da Faculdade de Música do Espírito Santo e University of Kentucky Wind Ensemble. Tem dividido o palco com músicos consagrados como Charles Schlueter, Benjamim Karp, Daniel Mason, Giuliano Sommerhalder, Lorena Espina, Radegundis Feitosa, Alceu Reis, Naílson Simões, Antônio Marcos Cardoso, entre outros. Organizou por três anos os Encontros Internacionais de Piano, atuando ao lado de pianistas renomados como Irina Vorobieva (EUA/Rússia) e Daniel Buranovský (Eslováquia). Em 2015 participou como diretora musical do documentário “Melodiário” sobre a obra homônima do compositor Jaceguay Lins. Participa como pianista do Duo Galama-Cardoso com o trompetista Antonio Marcos Cardoso, e do Duo Ars Cantus com a mezzosoprano argentina Lorena Espina, ambos com repercussão nacional e internacional.

 

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Dona de um extenso e premiado currículo, e agraciada com quase uma centena de dedicatórias dos mais destacados compositores eruditos brasileiros, Eudóxia de Barros destaca-se no cenário musical brasileiro sobretudo por ter abandonado uma cômoda e promissora carreira internacional para dedicar-se a levar a música a todos os rincões brasileiros, tal como legítima bandeirante paulista.

    Mesmo as cidades mais longínquas e pequeninas têm tido a oportunidade de apreciar um repertório de alto nível e cuidadosamente selecionado, no qual sempre se destacam obras-primas de compositores nacionais.

    Suas interpretações vigorosas e cuidadosamente trabalhadas vão de Chiquinha Gonzaga a Osvaldo Lacerda; de Bach a Beethoven e a Chopin, muitas delas registradas em CDs e DVD . São um marco cultural importante para nosso país e um exemplo a ser sempre lembrado, aplaudido e imitado.  

     Foi eleita membro da Academia Brasileira de Música em 1989, ocupando a cadeira n* 14 do patrono Elias Álvares Lobo. É co-fundadora e Presidente do Centro de Música Brasileira, entidade que se ocupa da defesa e difusão da música erudita brasileira e que existe desde 1984.

   Escreveu um livro de “Técnica Pianística” publicado pela Editora Ricordi / Musicalia, já na 2ª edição. Ao longo de sua carreira Eudóxia lançou trinta e um LPs, quinze CDs e dois DVDs.  Foi convidada pela COMEP ( Comunicação Edições Paulinas ) a gravar a obra integral para piano do compositor paulista Osvaldo Lacerda, gravação que começou em Outubro de 2015, e a partilhou com mais seis pianistas escolhidos por ela porque tambem sempre tocaram obras do compositor; o lançamento dessa coleção, aconteceu no dia 23 de Setembro de 2017, em São Paulo, no mesmo ano em que o compositor estaria completando 90 anos . Eudóxia ganhou muitos prêmios, inclusive um “Disco de Ouro” em 1975. Eudóxia lançou o CONCURSO INTERNACIONAL de INTERPRETAÇÃO PIANÍSTICA  da OBRA do COMPOSITOR OSVALDO LACERDA  realizado em Dezembro de 2015 em São Paulo ; site : www.eudoxiadebarros.com.br  onde se poderá obter todas as músicas  do compositor, para serem impressas . Em Setembro de 2016 lançou um livro biográfico, escrito por Rosângela Paciello Pupo intitulado “Valeu a pena ? – Conversando com Eudóxia de Barros “, pela Editora MusiMed

 

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A entrevista da sexta-feira, 26/03/2021, foi com *José Carlos Vasconcellos*
Vasconcellos estudou sob orientação dos Profs. Aracy Pereira da Silva, Luiz Carlos de Moura Castro e Myrian Dauelsberg. Participou de festivais de música em Portugal, Espanha e Itália, nos quais teve contato com mestres como Helena Sá e Costa e Ludovica Mosca. Integrou por cerca de dez anos um duo pianístico com a Profa. Aracy Pereira da Silva, com intensa atividade no Rio de Janeiro, divulgando numeroso repertório para essa formação. Apresenta-se no Brasil desde o final dos anos 1990, e desde 2014 vem tocando com frequência também no Projeto Música no Museu, inclusive na sua versão internacional, pela qual já deu concertos em Portugal e Alemanha. Apresentou-se recentemente também na França, nos Estados Unidos e na Argentina. Seu estudo A Natureza do Brasil no Piano de Villa-Lobos (já publicado como livro) lhe valeu a nomeação como membro da Academia Nacional de Música e a participação em simpósios e congressos sobre o compositor, no Brasil (Simpósio Villa-Lobos, na USP, em 2019) e no exterior (Experiencing Villa-Lobos, na Virginia Commonwealth University, Richmond-EUA). Seus recitais foram transmitidos pela TV Brasil, TV Cultura e pela Rádio MEC. É também Procurador do Estado do Rio de Janeiro e professor de Direito Constitucional da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. 

 

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 A entrevista do dia 19/03/2021 foi com *Duo Heloisa e Amilcar Zani*

DUO HELOISA E AMILCAR ZANI

Heloisa e Amilcar Zani iniciaram seu trabalho como duo pianístico em Teresópolis, durante o XIX Curso Internacional de Férias da Pró-Arte.
A formação individual como pianistas desenvolveu-se de maneira semelhante
ao estudarem com Gilberto Tinetti em São Paulo, com Helena Costa no Porto, Portugal efinalmente com Conrad Hansen na Escola Superior de Música de Hamburgo, Alemanha. Frequentaram ainda inúmeros cursos de interpretação com Magda Tagliaferro, Jan Ekier, Homero Magalhães, Vlado Perlemuter e Yvonne Léfèbure.
São ambos professores no Departamento de Música da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo onde desenvolvem atualmente intenso trabalho de ensino e pesquisa nos cursos de pós-graduação. A atividade de pesquisa levou-os por várias vezes nos últimos anos à Biblioteca do Congresso em Washington, EUA, permitindo não apenas o aprofundamento do estudo do repertório camerístico traduzido para a linguagem do piano a quatro mãos, mas também a realização de seus projetos de pesquisa. Destacam-se os projetos de pesquisa financiados pela CAPES
e pela FAPESP, que tem como objetivo o estudo, a divulgação e publicação inéditas do material contido na Coleção Clara e Edward Steuermann. Os resultados deste trabalho podem ser acessados através do site www. projetosteuermann.usp.br.
A busca de novas propostas didáticas em relação ao ensino do instrumento, uma constante na atividade de Heloisa Zani, resultaram na realização e defesa de Dissertação de Mestrado na ECA/USP, que aborda a produção musical de Hanns Eisler. Obteve seu Doutorado ainda na ECA/USP apresentando, em trabalho absolutamente inédito, a correspondência entre Clara e Edward Steuermann e René Leibowitz.
Amilcar Zani é Professor Titular no Departamento de Música da ECA/USP
Tem Mestrado e Doutorado em Artes, com trabalhos que abordam especificamente a produção pianística de Robert Schumann. Após pesquisa realizada na Biblioteca do Congresso de Washington, USA, com bolsa de pós-doutorado concedida pela CAPES, defendeu a tese de livre-docência: “Edward Steuermann: um esboço de figura”, na qual resgata o papel e influência que este pianista, professor e compositor desempenhou ao lado de Schoenberg, Berg e Webern na Segunda Escola de Viena.
Como Duo, têm se apresentado regularmente em inúmeros concertos e recitais.
Além de realizarem primeiras audições de obras de compositores brasileiros, como Eduardo Seincman e Willy Correa de Oliveira, dedicam-se à divulgação de obras de câmara de vários compositores transcritas para piano a quatro mãos, sempre em primeira audição no Brasil: o Quinteto para piano op. 44 de Robert Schumann, transcrito por Clara Schumann; o Quarteto para piano op. 47, também de Schumann, transcrito por Carl Reinecke; os Quartetos de cordas de Johannes Brahms, em versão do autor para piano a quatro mãos; os
Quartetos de cordas de Schumann, transcritos por Otto Dresel.
Juntamente com o Coral da OSESP, fizeram na Sala São Paulo a primeira audição da versão de Edward Steuermann da Glückliche Hand, de Arnold
Schoenberg, para dois pianos, coro e solista. Apresentaram também em primeira audição no Brasil, o Concerto de Alfred Schnittke para Piano a Quatro Mãos e Orquestra.
Idealizaram, juntamente com a artista plástica Branca de Oliveira, o espetáculo
A Dobra Schumanniana, concerto-instalação que une música e vídeo. Lançado no SESC Pompéia, em São Paulo, e atualmente em sua sétima versão, apresenta obras para piano a quatro mãos de Robert e Clara Schumann e Johannes Brahms, ao mesmo tempo em que imagens captadas na Casa Robert Schumann em Zwickau, na Alemanha, são exibidas no entorno em projeção mapeada.
Atualmente preparam a publicação e o lançamento da versão para piano a
quatro mãos, realizada por Eduardo Seincman, da Noite Transfigurada de Arnold Schoenberg.

 

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Filipe Raposo nasceu em Lisboa em 1979. É pianista, compositor e orquestrador.

Iniciou os seus estudos pianísticos no Conservatório Nacional de Lisboa. Tem o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Stockholm) e foi bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Para além da música colabora regularmente como compositor e intérprete em Cinema e Teatro. Tem colaborações em concerto e em disco com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Vitorino, Janita Salomé, Amélia Muge, Camané, Carminho, Maria João. Enquanto orquestrador e pianista tem colaborado com inúmeras orquestras europeias: Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana, Orquestra Filarmonia da Beiras, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra do Sul, Thueringen Symphony Orchestra, St. Christopher Chamber Orchestra Vilnius, Accademia del Concerto String Ensemble, ToraTora Big Band, L.A. Big Band, KMH Jazz Orchestra.

Participou na residência artística Raízes da Curiosidade (2014) – encontro entre 5 artistas e 5 neurocientistas na demanda pela compreensão do processo criativo (CCB e Fundação Champalimaud).

Em 2013 participou na exposição Fashion Innovation 3 – Nobel Museum Stockholm – com a composição “I have in me all the dreams of the world” para o prémio Nobel da Física.

Desde 2004 que colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite da Cinemateca Portuguesa compôs e gravou a banda sonora para as edições em DVD de dois filmes portugueses do Cinema Mudo, em 2017 foi lançado “Lisboa, Crónica Anedótica” de Leitão de Barros, tendo ganho uma Menção Honrosa no Festival Il Cinema Ritrovato em Bolonha, e em 2018 “O Táxi n.º9297” de Reinaldo Ferreira.

Compôs as bandas sonoras para os filmes “O Gelo” (2016) e “Refrigerantes e Canções de Amor” (2016) ambos com realização de Luís Galvão Teles. “O Gelo” ganhou o Prémio de Melhor banda Sonora no Festival Caminhos Film Festival e o filme “Refrigerantes e Canções de Amor” ganhou o Prémio de Melhor Canção Original nos Prémios Sophia – Academia de Cinema.

Tem desenvolvido, com o artista visual António Jorge Gonçalves, vários projectos – “4 Mãos”, “Qual é o som da tua cara?”, e no Teatro S. Luiz “O Telhado do Mundo” com a participação do escritor Ondjaki.

Como pianista e em nome próprio, tem-se apresentado em vários festivais de Jazz europeus: (Festival de Jazz do S. Luiz, Festival Internacional Douro Jazz, CAOS – Fasching Jazz Club Stockholm, New Sound Made Jazz Fest. Stockholm, Vilnius Jazz Festival, International Festival of Jazz Piano – Prague).

Em nome próprio editou os discos:

– First Falls (2011) – Prémio artista revelação Fundação Amália;

– A Hundred Silent Ways (2013) – Disco a Solo;

– Inquiétude (2015);

– Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018).

– ØCRE (2019) – Disco a solo

 

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Compositor, regente, multi-instrumentista, professor e pesquisador, Ricardo Tacuchian é considerado, depois de Villa-Lobos o maior compositor para violão do país. É o criador do Sistema-T de organização de alturas. Seu catálogo musical possui mais de 250 peças executadas em salas de concertos do Brasil e do exterior” (FMBC). Sua obra  contém mais de 250 títulos, e sua composição Transparências foi apresentada no Carnegie Hall em 1996, com excelente crítica do New York Times.

 Doutor em Música pela University of Southern California, suas composições já foram tocadas nas salas mais importantes de todo o mundo, bem como seus artigos publicados em diversos países. A Academia Brasileira de Música foi agraciada com sua cadeira em 1981.

Foi professor em várias instituições brasileiras, americanas e europeias e criou o Panorama da Música Brasileira Atual, o mais antigo festival de música brasileira contemporânea em atividade.  Como compositor participou, entre outros festivais, da Tribune Internationale des Compositeurs du Conseil lnternational de la Musique, da UNESCO (1977); do International Society of Contemporary Music/World Music Days (1978); do Music of the Americas Festival 2001, da Florida International University, e do Other Minds Music Festival 8, em São Francisco, Califórnia (2002). Teve obras executadas em todas as edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Em 2000, com bolsa da Rockefeller Foundation, foi compositor residente na Villa Serbelloni, em Bellagio, Itália, dentre vários outros.  É consultor ad hoc da CAPES, CNPQ, FAPERJ, UERJ, SBPC, The Rockefeller Foundation, John Simon Guggenheim, dentre outras.

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